Observatório da Jihad


22.8.06

O eixo islâmico-marxista, de Teerão a Caracas

As redes sul-americanas do Irão e do Hezbollah

Em Junho de 2006 a polícia equatoriana afirmou ter desmantelado uma rede de tráfico de droga que operava no Equador, Colômbia, Brasil e EUA. As receitas eram maioritariamente destinadas ao Hezbollah. A informação foi publicada pelo The Daily Telegraph e pelo Courrier International.
Ainda segundo a polícia equatoriana, a rede enviava cerca de 70% das receitas para o Líbano. As vinte pessoas detidas no quadro desta operação eram maioritariamente provenientes da Síria e do Líbano. A rede era dirigida por Radi Zaiter, cidadão libanês, proprietário de um restaurante na capital equatoriana, que já tinha sido detido na semana anterior pela polícia colombiana. Pendiam sobre ele vários processos por tráfico de droga, nomeadamente em França, país que há quatro anos pedia a sua extradição. Segundo os investigadores, a rede enviava a cocaína através das «mulas», passadores que escondiam a droga nos intestinos. Destinos: EUA, Alemanha, França e Próximo Oriente.

O Departamento de Estado norte-americano há muita que acusa os terroristas islâmicos de estarem activos na América Latina, graças às comunidades árabes e palestiniana do Brasil, Paraguai e Colômbia. A sua missão consiste em esconder fugitivos e obter fundos. A existência destas redes é conhecida há muitos anos: na ultima metade da década de 90, os analistas (americanos e colombianos) do comércio da droga descobriram que as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) eram o coração desta rede.

As FARC controlam as quintas, a produção e a exportação de cocaína nas suas zonas de influência e tem um rendimento de 300 milhões de dólares / ano, graças à droga.

No primeiro trimestre de 2005, as operações conjuntas dos serviços de informações da polícia e dos governos da Colômbia e das Honduras resultaram na apreensão de de um número importante de metralhadoras AK-47 (Kalachnikov), M16 e M60, de lança-roquetes, e de munições.

Com o apoio militar de Hugo Chavez que conta adquirir duas fábricas de Kalachnikov, a droga deixará de ser moeda de troca para comprar armas e trará lucros importantes à FARC e aos seus aliados. Actualmente, o tráfico de droga reveste-se do aspecto de narco-jihad para os islamistas que ao mesmo tempo que destroem os seus inimigos ainda lucram com isso. Existe um poderoso eixo anti-ocidental (árabe-sul-americano ou islâmico-marxista) e a Venezuela desempenha o mesmo papel que o regime dos mullahs desempenha no mundo dos muçulmanos integristas.

Mais, a Venezuela acaba de ser admitida no seio da Liga Árabe com o estatuto de observador. A sua admissão será oficializada em Setembro de 2006 quando Amr Moussa, secretário-geral da Liga Árabe, se deslocar a Caracas para a assinatura do protocolo de acordo relativo à acreditação da Venezuela no seio desta instância regional. Mohammad El Baradei que é suspeito de ajudar activamente os mullahs a escapar às sanções da ONU, tem reputação de ser próximo da Liga Árabe. Esta organização vê «com bons olhos» a aquisição do conhecimento nuclear do Irão, o campeão da luta contra Israel.

A 16 de Julho, Ahmed Benhelli, secretário-geral adjunto diplomático da Liga Árabe, exprimiu o apoio dos Estados árabes à Venezuela que ambicionar tornar-se membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU, sucedendo à Argentina. Se tal acontecer, os apoiantes da bomba nuclear ao serviço do Islão político ganharão um aliado indefectível no seio do Conselho de Segurança para bloquear os processos que contrariem o regime dos mullahs. Antes de partir em tournée internacional para visitar os seus aliados russos, iranianos e do Qatar (os patrões da televisão islamista Al-Jazeera, Chavez organizou a 18 e 19 de Julho, em Caracas, a 2ª Conferência da América do Sul – Países Árabes (ASPA).

Alguns factos: As redes latinas do Hezbollah procuram financiamentos suplementares, Hugo Chavez apoia as FARC e Evo Morales, dois partidários do comércio da cocaína. A Liga Árabe apoia Chavez. A Rússia apoia Chavez e fornece armamento sofisticado. Há poucos meses, o secretário-geral do Hezbollah, Hassan Nasrallah, afirmou que o eixo anti-americano se estendia de Beirute à Venezuela, o que consequentemente significa que o Hezbollah é aliado de Chavez, das FARC e de Morales.
Ao lado das ricas comunidades ocidentais, forma-se um eixo de países que se julgam suas vítimas. Esta aliança utilizará os recursos energéticos e militares e, também, o terrorismo para se impor na cena política internacional. O seu objectivo visa fazer recuar o gigante americano que não consegue convencer os seus aliados europeus a apoiá-lo.


Assim, vimos a Europa acolher de braços abertos os inimigos dos Estados Unidos; Evo Morales, o cocalero, Chavez, o populista esquerdista, mais alguns pró-mullahs e os próprios mullahs.

Chavez, a Liga Árabe e a Rússia apoiam o direito (incondicional) do Irão nuclear porque os mullahs detêm os jokers essenciais nesta partida de poker internacional (anti-americana): os mullahs financiam e equipam os terroristas iraquianos e libaneses, possuem redes em África e na própria Europa, são próximos dos Norte-coreanos a quem financiam os mísseis e, finalmente estão no seio de uma crise nuclear que pode dotar esta aliança de uma nova geração de dissuasão nuclear. Esta dissuasão aliará a força nuclear ao terrorismo internacional.

in Iran Resist

1 Comments:

At 01:15, Anonymous oa said...

http://www.iran-resist.org/ Fonte deste artigo.
Pouco ou nada se fala nestes iranianos.
Estes é que têm razões para se queixarem de serem perseguidos !

 

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