Observatório da Jihad


3.1.07

Carta aberta aos candidatos presidenciais de 2007

Sim querida, já percebemos para que serve a bandeira...


Uma bela carta escrita por dois franceses, de origem cabila, publicada em kabyla.com

A todos e a todas candidatos(as) à presidência da República francesa.
Em primeiro lugar, apresentamo-nos: BAKIR Arezki, 29 anos e KIRECHE Nafa, 34 anos. Cidadãos da República francesa, assistimos, impotentes, ao aumento dos comunitarismos, nomeadamente muçulmanos.
Ligados à República e aos seus valores de laicidade, igualdade de oportunidades e liberdade, desejamos alertá-los contra o erro grosseiro que muitos dentre vós cometem: considerar todos os cidadãos originários da África do Norte como um assunto religioso e não como cidadãos!
O comunitarismo implicando que os indivíduos se agrupam em redor das suas especificidades e que os poderes públicos os reconhecem como tais, podemos considerar que os arautos do comunitarismo muçulmano na França ganharam a partida.
Dispositivos comunitários (CFCM, UOIF...) foram criados para elevar a voz de uma suposta comunidade muçulmana homogénea, ao nível constituição francesa.
Não podendo aceitar este facto, desejamos fazer ouvir a nossa própria opinião (que é a da maioria silenciosa dos cidadãos originários da África do norte) para que qualquer amálgama e qualquer relação com estes pequenos grupos religiosos, que gesticulam entre si, sejam afastados.
Como cidadãos franceses que somos queremos inscrever-se na linha directa das precedentes vagas de imigração (polaca, italiana, ibérica...) e não reclamamos absolutamente nenhum favor de reconhecimento das nossas especificidades ou de discriminação positiva.
Queremos, nem mais, nem menos, os mesmos direitos e os mesmos deveres que o resto nossos concidadãos.
Um gravíssimo erro foi cometido quando se fixaram as populações originárias de África. A ausência de diversidades sociais provocou um reflexo comunitário, um recesso sobre elas e sobre valores opostos aos da República.
Os jovens cresceram nestas zonas desenvolvendo uma rejeição à sociedade francesa, idealizando a sua identidade de origem e mantendo comportamentos violentos bem como códigos linguísticos que se tornaram verdadeiros obstáculos à sua integração (nomeadamente profissional) suscitando ao mesmo tempo o medo e a rejeição crescentes da população francesa, exasperada pela arrogância de alguns deles.
Os cidadãos franceses foram marcados e chocados recentemente “pelos acontecimentos” dos subúrbios no curso dos quais os actos mais bárbaros, as provocações mais gratuitas e o ódio mais abjecto puderam exprimir-se sob o olhar condescendente e protector de certos actores políticos e sociais que continuam considerar os vadios como vítimas da sociedade e merecendo consequentemente a indulgência dos poderes públicos.
Esta leitura dos acontecimentos, tem reflexos na cabeça dos jovens delinquentes impedindo-os de enfrentar as suas responsabilidades, mostrando a que ponto é difícil, que certos actores políticos e associativos, considerem os indivíduos procedentes desta vaga de imigração como cidadãos legítimos que dispõem de direitos mas que têm igualmente deveres.
Não insistindo suficientemente nos deveres do cidadão, o discurso vitimista é erigido como slogan político que continua a produzir os seus efeitos desastrosos na sociedade francesa...
Os jovens que naufragaram na delinquência e na marginalização social são um alvo ideal para os ideólogos do Islão mais radical.
Sensíveis a um discurso enganador e adulador que lhes dá o sentimento de pertencerem a uma comunidade, estes jovens cada vez mais doutrinados afastam-se de maneira quase irremediável dos valores da República.
Confortados por um discurso dominante auto-flagelação perpétua e a caução implícita dos partidários do discurso vitimista, os jovens desprezam um país que se despreza a si próprio.
E, por extensão, idealizam um país de origem que não conhecem e que não tem para oferecer aos seus habitantes, mais que miséria, sofrimentos e repressão.
Como não nos inquietarmos face a este estado de coisas, quando ninguém parece medir os perigos a prazo?
Procedentes desta vaga de imigração e não caindo na armadilha do comunitarismo, queremos propor um caminho diferente contrário ao do infantilização da comunidade à qual nos assimilam por conveniência: a comunidade muçulmana (com efeito norte-africana).
Esta comunidade, parte integrante da nação, não tem de reclamar vantagens específicas como tal.
A República reconhece apenas os indivíduos e uma única comunidade: a comunidade nacional.
Quando certos representantes auto-proclamados “dos muçulmanos da França” nos propõem reclamar a construção de mesquitas suplementares enquanto que a maioria dos muçulmanos não pede nada e que mesmo, parte não negligenciável deles, à qual pertencemos, é ateu, agnóstico, ou muito simplesmente indiferente, dá-nos a medida a que ponto a classe política francesa está sob a influência dos teólogos muçulmanos, e complexada pelo Islão.
Não só a construção de mesquitas suplementares financiada pelo Estado não é desejável como igualmente afirmamos que o dinheiro utilizado nestes projectos deveria permitir a construção de lugares de vida, de espaços pedagógicos susceptíveis de arrancar a juventude do subúrbio do impasse obscurantista e integrá-la na República laica.
Perante estas reivindicações religiosas, a arma da laicidade deve ser utilizada sem nenhum complexo e nenhuma concessão!
O que dizer do anti-semitismo escandaloso ou do racismo anti-ocidental manifestados sem vergonha por certos jovens “muçulmanos”? Como aceitar que o cidadão judaico, ou de origem judaica, seja tomado um alvo sistemático de jovens influenciáveis? Como aceitar que um conflito externo (israelita-palestiniano) seja importado para alimentar o ódio anti-judaico?
Não estamos perante um racismo silenciado e ignorado por certas personalidades supostamente “anti-racistas” (com efeito comunitárias) como Mouloud Aounit?
Porque não reconhecer que a maior parte das personalidades ou de organizações que têm feito a luta contra o racismo a sua razão de existir não faz geralmente que defender uma capela contra outra?
Porque não reconhecer que o anti-racismo não é mais do que a institucionalização do comunitarismo?
Para terminar, desejamos, em nome da liberdade de expressão, prestar o nosso apoio a Robert Redeker, Ayaan Hirsi Ali e todos e todas os jornalistas, artistas, intelectuais, homens e mulheres políticas ou simples cidadãos, que se batem de modo que o fundamentalista não ganhe o áspero combate que o opõe à liberdade.
Senhoras e Senhores candidatos, não queremos que a França se torne numa justaposição de comunidades antagónicas. Queremos pôr as nossas especificidades ao serviço do nosso país.
Nós é que devemos oferecer estas especificidades ao serviço da nossa cidadania e não a nossa cidadania ao serviço das nossas especificidades.
A França é o nosso futuro e não queremos assistir silenciosamente ao processo de desmantelamento da República.
Viva República, viva a França!
Arezki BAKIR et Nafa KIRECHE

2 Comments:

At 14:36, Anonymous Jaï Bettancourt de Carvalho said...

Concordo inteiramente a esse texto, em destaque :

"""dá-nos a medida a que ponto a classe política francesa está sob a influência dos teólogos muçulmanos, e complexada pelo Islão."""

A classe politica francesa està completament perdida em todos os aspetos, não téem a minìna noção do paìs onde vivem

 
At 14:39, Anonymous Anónimo said...

Aniversario de la Reconquista de Granada

 

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