Observatório da Jihad


22.11.06

A «religião da tolerância» na Turquia

As várias comunidades cristãs da Turquia (ortodoxas, católica-caldeia, católica-arménia e sírio-católica) sentem-se impotentes perante as campanhas de difamação de que são alvo e indefesas face ao aumento de ataques fundamentalistas a sacerdotes e fiéis.
Em Março de 2005, o Ministro para os Assuntos Religiosos, Mehmet Aydin, declarava no Parlamento: «Os missionários ameaçam a unidade da nação», acrescentando que «o objectivo destas actividades é pôr em perigo a unidade cultural, religiosa nacional e histórica do povo turco», mesmo se, nos últimos cinco anos, tenham ocorrido apenas 368 conversões ao cristianismo.
O clima de intolerância para com os cristãos agravou-se desde 2005, especialmente após a publicação das caricaturas de Maomé em meios de comunicação ocidentais. Acusados de praticarem proselitismo (conversões forçadas) entre os muçulmanos, os sacerdotes são alvo de difamação pública e temem pela sua segurança.
No dia 5 de Fevereiro de 2006, na cidade de Trebisonda, um jovem muçulmano de 16 anos, influenciado por fundamentalistas religiosos, matou a iro o padre italiano Andrea Santoro, à saída da missa dominical na Igreja de Santa Maria. O sacerdote italiano trabalhava há dez anos no país, numa região marcada pelo tráfico de mulheres para a prostituição. Nas palavras do próprio, a sua missão na comunidade de Trebisonda era somente a de «ser testemunha do amor incondicional de Cristo». Monsenhor Luigi Padovese, Vigário Apostólico de Anatólia explicou que o P. Santoro, dias antes de ser assassinado tinha contactado com o Presidente da Câmara para que o município cuidasse do cemitério católico que fora profanado.
No mesmo mês, um grupo de muçulmanos agredia em Esmirna o sacerdote esloveno, P. Martin Kmetec gritando: «Daremos cabo de todos vós! Alá é grande».
Em Junho, o P. Pierre Brunissen, de 75 anos foi apunhalado na cidade de Samsun, alegadamente por um esquizofrénico e um jovem atacou um frade capuchinho numa igreja em Mersin, no sul da Turquia. Este ataque deu-se dentro da igreja, quando o sacerdote ensaiava com um grupo de jovens uma peça de teatro sobre a Paixão. O atacante proferiu insultos contra o P. Hanri Leylek e ameaçou-o depois com uma faca de talhante.
Após a morte do P. Santoro, Mons. Padovese declarava aos jornalistas no Vaticano: «O motivo verdadeiro do homicídio do P. Santoro é a exaltação religiosa, motivada pelo clima anti-cristão» que se respira na região, «em família, na escola, nas leituras». O prelado considera que «os jornais tentam agravar a situação para mostrar os cristãos como inimigos do povo turco». Após a morte do P. Santoro – cujo processo de beatificação foi entretanto iniciado pelo Vaticano – outros seis sacerdotes católicos foram atacados na Turquia.
Informação publicada no folheto «Turquia, entre a Europa e o Ocidente» editado pela
Fundação Ajuda à Igreja que Sofre

7 Comments:

At 13:25, Anonymous obeservador said...

Para quando uma carta aberta ao irmão bento sobre estes acontecimentos ?

 
At 17:41, Blogger João Moutinho said...

A provocação é muito bem vinda! :-)
Oxalá fossem sempre assim.
Como é evidente sendo Maomé um Manifestante Divino goza de infalibilidade e portanto a Sua mensagem está isenta de erros.
Acreditamos contudo, que é um erro considerar que as Suas leis sociais são eternas e irrevogáveis.
Naquela época (a de Maomé) as mulheres estavam consideradas ao nível sub-humano, era normal os pais queimarem as filhas por serem consideradas como uma desgraça.
Maomé concedeu-lhes estatuto, permitiu que herdassem e que o seu testemunho fosse válido, embora em ambos os casos valesse metade do varão.
Quanto à relação com o Criador, nada no Alcorão diz que neste capítulo as mulheres são inferiores aos homens.
Ao nível social não podemos considerar que as leis islâmicas são erradas para a época devida, só que o Islão foi revogado por Decreto Divino. Este Decreto está profetizado no Alcorão!
E a Fé Bahá'í, ao suceder ao Islão, está a confirmar o caracter divino da Fé que a antecedeu.

A propósito da Turquia, convém não esquecer que há judeus em Israel originários dessa parte do mundo que falam uma língua semelhante ao português arcaico. Os seus ascendentes fugiram de Portugal para não caírem nas garras da inquisição e vieram a instalar-se no então Império Otomano.

 
At 19:15, Anonymous Anónimo said...

" Como é evidente sendo Maomé um Manifestante Divino "
É de duvidar e muito.
Mas esta fé bahai parece ser diferente, não parece nada diabólica como certo tipo de islão. De louvar isso.

 
At 19:54, Anonymous Anónimo said...

onimo 19:15 = sliver ;)

 
At 19:54, Anonymous Anónimo said...

anónimo 19:15 = sliver ;)

 
At 11:27, Blogger João Moutinho said...

Meu caro,
Alguns ideólogos do Apartheid arranjarm forma de o justificar baseando-se na Bíblia, os brancos eram filhos de Abel e os negros de Caim.
Ora, disparates e crimes seguem todos os povos e ideologias.

 
At 16:17, Anonymous Maria said...

Não se confundem.
A Turquia é um país islâmico mais liberal. Estive lá no Verão e vi desde mulheres tapadas ou vestidas com típicos vestimentas islâmicos até mulheres e mocinhas com roupas abertas ou “mini roupas” e até algumas mais modernas que mulheres portuguesas, todas andando nas ruas sem que alguém as molesta.
De facto foi uma viagem fantástica.

 

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