Observatório da Jihad


29.10.06

Fórum da Comunidade Islâmica na Web

O fórum islâmico (myciw.org) pretende ser um local de encontro dos muçulmanos de língua portuguesa na net. Há uns meses discutia-se [quase] tudo no fórum. O administrador Tayeb Habib lançava temas como «sites que não reflectiam a opinião de Habib e Adamgy [leia-se: Observatório da Jihad] deviam ser ilegalizados» chegando Habib a escrever ao Procurador-geral da República nesse sentido em relação ao OdJ, discutiam da ocupação israelita da Palestina, etc. Actualmente o site anda murcho. Intervenções sobre teologia, culinária e pouco mais, escritos por neófitos, pelo administrador do site e pelo sr. Adamgy que quando assina com o nome evita os comentários anti-semitas e os insultos que coloca neste blogue anonimamente.
A diferença está na ausência prolongada de alguns muçulmanos [ex. Ricardo e Hamid. Já antes tinha acontecido o afastamento de outros elementos, como AC por discordar da actual linha editorial do fórum] que conferiam ao site um nível mais elevado e civilizacional. Ambos se insurgiam quando ali apareciam comentários racistas e anti-semitas e já tinham sido vítimas de «cartões amarelos e vermelhos», prática censória ministrada pelo administrador quando algo não lhe agradava. Ultimamente, Hamid mantinha uma coluna onde colocava artigos de opinião e notícias publicados na imprensa portuguesa que contrariavam nitidamente a linha editorial do fórum islâmico. Quem perdeu foi o fórum e os restantes muçulmanos que tinham naqueles colaboradores opiniões sensatas e moderadas. Há mais de um mês que não escrevem nada, nem se despediram. Terá sido uma ruptura com a linha radical protagonizada por Habib/Adamgy? Alguém sabe o que se passou?

1 Comments:

At 20:37, Blogger Sofocleto said...

Quer opiniões muçulmanas Sliver?

Extracto de uma entrevista concedida ao Expresso, a 5 de Junho de 2004, por Musaid Bin Abdel, deputado e ex-presidente da Câmara Municipal de Riade, capital da Arábia Saudita:

EXP. — A ameaça terrorista tem fustigado, particularmente, a Arábia Saudita. Como têm lidado com a ameaça?

M.B.A. — O terrorismo não nasceu na Arábia Saudita. Ele foi introduzido de fora para dentro. Os terroristas são aqueles jovens que ficaram no Afeganistão, combatendo a ex-URSS, sob orientação dos serviços secretos americanos, que os denominavam guerrilheiros Mujaheddin. Depois do desmantelamento da URSS foram deixados à sua sorte. Internamente, as nossas forças de segurança seguem de perto os terroristas que estão no nosso país.


EXP. — Garante que a Al-Qaeda não tem apoio das estruturas políticas e militares sauditas?

M.B.A. — Sem dúvida alguma. Não tem apoio de qualquer entidade saudita, nem da própria população. A Al-Qaeda levou a cabo vários atentados na Arábia Saudita antes e depois do 11 de Setembro, por isso mesmo não goza de simpatia popular.


EXP. — Essa alegação não será difícil de conciliar com o facto da maioria dos autores dos atentados de 11 de Setembro serem sauditas?

M.B.A. — Ainda não existe uma resposta definitiva sobre quem levou a cabo os atentados do 11 de Setembro. Nos próprios EUA, as investigações prosseguem e ainda não provaram que aqueles cidadãos eram de facto sauditas.


EXP. — Não está convencido de que eram seus concidadãos?

M.B.A. — Não sei, ainda está tudo por explicar: como eles chegaram aos EUA, como passaram despercebidos... É importante perceber como é que quatro aviões partem de Boston, guiados por jovens de Tora Bora (Afeganistão), são desviados da rota delimitada àquele tipo de voos, em direcção a Washington e Nova Iorque. Onde estava o FBI, a CIA, a Força Aérea? Há demasiadas interrogações. Quem está por trás? Verdadeiramente, não se sabe. Porque é que os computadores estiveram avariados meia-hora na altura do ataque? Se reflectirmos seriamente perceberemos que há mais alguém na base da operação. Quem? Só Deus sabe!


EXP. — Acha que os atentados podem ter tido apoio interno americano?

M.B.A. — Talvez, porque não? Porque é que não interceptaram o segundo avião 20 minutos depois? Não um, não dois, mas 20 minutos! É tempo suficiente para reagir e fazer alguma coisa. A primeira coisa que disseram foi que era a Al-Qaeda, então seguiram para o Afeganistão. Não chegaram às conclusões devidas, mas procederam logo ao ataque. Recorde-se que J.F. Kennedy morreu há mais de 40 anos e ainda não se sabe quem o matou. Não sabemos quando a realidade virá à tona. O que percebemos é que os EUA e Israel combatem o mundo árabe, atacaram o Afeganistão e depois o Iraque. Quem se segue? Só Deus sabe!

 

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